Por outro lado, o facto de a sopa ser feita com fervura da água leva a que sejam destruídos microorganismos e parasitas, tornando a sopa um alimento higiénico.
À cozedura das verduras pode acrescentar-se peixe, carne, ovos e pão, tornando assim a sopa um alimento completo.
As sopas foram, durante muito tempo, prato único dos pobres. No caldo a ferver, ensopava-se o pão velho para que tudo fosse aproveitado. No entanto, havia uma sopa de luxo, reservada à mulher que acabava de dar à luz: a canja de galinha. E deveria ser de galinha preta, sabe-se lá porquê!
Em Portugal, a sopa sobreviveu à sua conotação de comida dos pobres, o que dá ao nosso padrão alimentar esta valorização em termos de saúde.
Como o povo, guardião de cultura, preserva o que é nuclear e essencial para a sobrevivência , deu-nos esta herança cultural, posteriormente adoptada por toda a sociedade.
Comer uma sopa antes do prato principal, prepara o estômago, saciando o apetite para outros alimentos não tão ricos do ponto de vista nutricional. A sopa, além de nutritiva, tem poucas calorias, sendo assim, essencial numa alimentação saudável, prevenindo a obesidade e as doenças cardiovasculares. É de fácil digestão, de fácil mastigação e as fibras presentes nos componentes das sopas garantem um correcto funcionamento das bactérias presentes no intestino.